quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Encontro de Estudantes do Prouni


O Encontro de Estudantes do ProUni é uma iniciativa da Coordenadoria de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de NH, em parceria com a UNE, a Universidade FEEVALE, a UBES, o CONJUVE e a UENH. Tem por objetivo proporcionar um momento de divulgação, reflexão, debate e avaliação deste importante programa. Que beneficia mais de 500 mil pessoas no Brasil, e mais de 1000 estudantes só na Feevale. No dia 02/09, o evento será voltado a centenas de bolsistas do Programa, de diversas Universidades do RS. No dia 03/09, a programação será voltada especialmente aos jovens estudantes das escolas públicas e privadas de Ensino médio da região.

Público-alvo
Estudantes de ensino médio, bolsistas do ProUni, educadores, autoridades, agentes sociais e comunidade em geral.

Identificação
Período: 2 a 3 de setembro de 2010
Horário: 2/09 - 18h30min às 22h e 3/09 - 8h às 11h30min.
Carga horária: 7h
Inscrição: Inscrições até o dia 31/09
Local: Campus II - Salão de Atos
Certificado: Certificação será emitida por participação.

Realização
Promoção e Organização: Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários - Proacom


Para mais informações e realização de inscrição acesse www.feevale.br/extensao/evento-prouni

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nazismo hoje

Passeata em homenagem a líder nazista é proibida em São Paulo, após denúncia no Ministério Público. Brasil já foi maior sede do Partido Nazista fora da Alemanha.
Adriano Belisário


Apontado por vezes como um paraíso da convivência multiétnica, o Brasil nem sempre corresponde às imagens forjadas por seus filhos mais ufanistas. Exemplo disto foi o Partido Nazista, fundado em terras tupiniquins, no ano de 1928. Com quase 3 mil integrantes, o Partido fez tanto sucesso que se tornou a maior agremiação de nazistas fora da Alemanha. E engana-se quem crê que a afinidade entre a ideologia do III Reich e o Brasil terminou com o fim da II Guerra Mundial.


Através de uma denúncia do coletivo "Movimento Anarcopunk", o Ministério Público de São Paulo proibiu a realização de uma marcha em homenagem Rudolf Hess, líder nazista que faleceu há 23 anos. O evento estava marcado para 14 de agosto, indo da Avenida Paulista até o bairro da Consolação. Apesar de ter registrado a denúncia do coletio, o Ministério Público só proibiu efetivamente a passeata após um jornal da região ter publicado uma matéria sobre o assunto.

Em 2009, os neonazistas já tinham causado preocupação em São Paulo, quando jogaram uma bomba de fabricação caseira e feriram mais de 40 pessoas na Rua Vieira de Carvalho, conhecida pelos locais frequentados pelo público GLS.

No artigo "Porta-vozes de Hitler", publicado na Revista de História no ano de 2007, Ana Maria Dietrich analisa as publicações do Partido Nazista e de outras organizações pró-Hitler no país, como a Juventude Hitlerista, a Associação Nazista das Mulheres e a Frente Alemã de Trabalho. Hoje, são publicações virtuais que se destacam como veícuo da imprensa nazista, a exemplo do site Stormfront, uma comunidade virtual a favor do nacionalismo branco utilizada na organização da passeata em São Paulo.

Fora dos computadores, existem ainda grandes encontros presenciais e tentatias de ataques, como os planos de uma série de atentados a sinagogas em todo país, flagrado pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Mesmo com a passeata cancelada, é preciso atenção para que novas manifestações de ódio racial, étnico ou de gênero sejam evitadas.


RETIRADO DE http://rhbn.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3197 - Revista de História da Biblioteca Nacional

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VISITA AO ITERRA


No próximo sábado, dia 21 de agosto, o Centro Acadêmico de História estará promovendo uma visita ao ITerra, em Veranópolis. Interessados, por favor, deixem seus dados na sede do CAEH.

Abaixo, segue mais informações sobre o instituto, retirado de material próprio deste:



ITERRA
O Instituto de Educação Josué de Castro tem como mantenedora o Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária – ITERRA, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e comprometido com seu projeto político e pedagógico. Tem sua sede e funcionamento atual no município de Veranópolis, Rio Grande do Sul.

O Instituto Josué de Castro se constitui como uma escola de educação média e profissional, combinando objetivos de educação geral, escolarização e formação de militantes e técnicos para a atuação no MST. Seu funcionamento esta organizado em torno de cursos formais do nível médio, de educação profissional e de formação de professores, criados a partir de demandas apresentadas pelos diversos setores do MST. Cada curso desenvolvido tem uma coordenação colegiada, composta pela equipe interna de educadores e pessoas designadas pelo Setor do MST que apresentou a demanda do grupo.

O Instituto Josué de Castro começou a funcionar em Janeiro de 1995, junto com o ITERRA, acolhendo as Turmas de 1 e 2 do Curso Supletivo de 2ª grau, Técnico em administração de Cooperativas, que o MST já desenvolvia desde 1993 através de uma parceria com a Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa da Região Celeiro – FUNDEP, em seu Departamento de Educação Rural, Escola Uma terra de Educar, com Sede em Braga, RS. Sua primeira legalização como escola especifica aconteceu em junho de 1997, na época com a designação de “ Escola de Ensino Supletivo Josué de Castro”, daí já abrigando também o Curso Experimental de Formação de Professores de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, conhecido internamente como Curso Magistério do MST, e que também teve sua experiência iniciada junto com a FUNDEP/DER no ano de 1990.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Lugar de Mulher é na Política!

Na excelente História Viva deste mês, uma das reportagens principais é sobre as conquistas políticas das mulheres brasileiras. Vale a pena a leitura! E que essas mulheres nos sirvam de inspiração!

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Lugar de Mulher é na Política
por Mary del Priore
historiadora, autora de História da família no Brasil colonial (Moderna), História do amor no Brasil (Contexto) e duas vezes ganhadora do prêmio Casa Grande & Senzala.


Em 2010, duas candidatas disputam a vaga para o palácio do Planalto, uma com chances reais de vitória. Situação inédita, que reflete as conquistas da centenária luta das brasileiras por representação na vida pública no país

As eleições se aproximam, e duas candidatas disputam a presidência. Pela primeira vez uma mulher tem chances reais de ocupar o cargo máximo da República. Engana-se, porém, quem pensa que “nunca antes” as brasileiras se interessaram pela vida pública. A luta de nossas avós por representação política vem de longa data. Foi um difícil processo, e muitas de suas reivindicações, hoje centenárias, ainda não foram atendidas.

A história começa no século XIX. O período, repleto de importantes transformações no cotidiano da população, também foi marcado por intensas tentativas de participação das mulheres nas discussões em favor de melhorias na sociedade. Sua arma? A pena, a escrita. No momento em que emergiam movimentos sociais como o socialismo e o sufragismo (campanha pela universalização do direito de voto), elas não usaram apenas a voz, mas, sobretudo, as palavras como instrumento de luta.

Uma das pioneiras foi Nísia Floresta. Nascida na pequena localidade de Papari, no Rio Grande do Norte, casada contra a vontade aos 13 anos, logo abandonou o marido e, em 1832, já sustentava mãe e filhos com o salário de professora. Em 1832, publicou #Direitos das mulheres e injustiças dos homens#, artigo em que enfrentava os preconceitos da sociedade patriarcal, exigindo igualdade e educação para todas.

Segundo Nísia, a situação de ignorância em que eram mantidas era responsável pelas dificuldades que as mulheres enfrentavam. Submetidas a um círculo vicioso, não tinham instrução e não podiam participar da vida pública. Não participando da vida pública, continuavam sem instrução. Alguns anos depois, já instalada no Rio de Janeiro, Nísia passou a realizar conferências defendendo a emancipação dos escravos, a liberdade de culto e a federação das províncias sob um sistema de governo republicano.


Continue lendo em: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/lugar_de_mulher_e_na_praca_publica.html

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Excelente Palestra de João Pedro Stédile



Ontem(03AGO), a aula inaugural de História da Universidade de Caxias do Sul – UCS – foi muito além das expectativas, que já eram ótimas. O auditório do Bloco H ficou repleto, inclusive com diversas pessoas de pé, superando os 180 lugares. Prestigiaram a explanação, de mais de duas horas, da principal liderança do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra, estudantes e pessoas da comunidade em geral.
Stédile iniciou sua fala com uma frase muito apropriada: “Quem não conhece a História não poderá ser sujeito do futuro” e explanou sobre a História de vários países da América Latina, nestas duas últimas décadas.Também fez uma crítica aos representantes da RBS – Pioneiro que estiveram cobrindo o evento, citando que o maiores "partidos políticos" de direita são os meios de comunicação.Deu ênfase ao novo bloco econômico, que está se formando na América Latina. A ALBA – em contraposição à ALCA, que tem como propósito a união dos movimentos populares. Este projeto continental, pretende ter, inclusive, moeda única e atenção especial à educação, com escolas latino americanas.“Há mais negros pobres brasileiros estudando medicina em Cuba do que em todo o Brasil”, citou Stédile.Criticou também a classe média brasileira, sem consciência de classe, que possui mentalidade burguesa. Como exemplo, citou o caos das enchentes de São Paulo, dizendo: “Classe média 'burra', prefere ir pro inferno de automóvel do que ir à pé, mas vivo.”, se referindo também a falta de incentivo para se usar transportes públicos.Respondeu várias perguntas formuladas pelos presentes, entre elas, a de que o MST teria diminuido sua atuação no Governo Lula. Para esta, Stédile respondeu que eles, da Via Campesina foram imparciais (como um movimento social tem de ser), criticaram quando Lula estava agindo errado, e torciam para que não houvesse mais erros, por que eles sempre eram prejudicados, e aplaudiram quando o Lula agia certo.
A palestra teve muita repercussão e foi noticiada em várias sites e jornais, não só da região como do Brasil. Houve interesse, inclusive, da Folha de São Paulo, que entrou em contato para obter mais detalhes e saber se João Pedro Stédile declarou apoio a Dilma, e se as "invasões" se tornariam mais intensas se ela se elegesse, indo de encontro à declaração recente de Serra, o que é duvidoso, já que as ocupações independem do governo que está no poder, já que o próprio MST é um movimento independente.


FOTOS: ROQUE JR