segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ciganos: indesejáveis por cinco séculos

No site da revista História Viva, há uma reportagem bastante interessante sobre os Ciganos, que fui publicada da edição de Julho, número 44.
Para quem tem interesse sobre o tema, segue a primeira parte da reportagem. Para lê-la na íntegra, acesse www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ciganos_indesejaveis_por_cinco_seculos.html


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Eles são 15 milhões no mundo. E, não é de hoje, por todos os lados incomodam e suscitam medo. Principalmente na Europa, por onde se espalharam a partir do século XV
por Baudoin Eschapasse
(C) AKG Images / Latinstock
Grupo de ciganos com sua casa ambulante nos arredores de Paris, na década de 1960
Outubro 1421. De manhãzinha, carroças pesadamente carregadas atravessam os arredores da cidade de Arras, no norte da França. Puxadas por cavalos húngaros esgotados, não passam despercebidas. De fato, possuem pinturas de riqueza extraordinária. Nas rodas e nas laterais de madeira, grandes afrescos alternam motivos florais e silhuetas de animais coloridos. As pessoas que se dirigem para o mercado param, embevecidas. De onde podem vir esses carros espantosos cujos cocheiros dissimulam os rostos sob grandes chapéus que os protegem da chuva? Os curiosos amontoam-se. Quando a caravana pára, descem umas trinta pessoas, que chamam a atenção: calças bufantes e coletes bordados para os homens, grandes vestidos listrados e turbantes para as mulheres. Porém, mais que as roupas, é a língua o que mais surpreende: não se parece com nada conhecido!

Um homem, que se apresenta como chefe, adianta-se no meio da multidão. Pergunta, arranhando um francês misturado de alemão e latim, onde fica a prefeitura. Mostram-lhe o edifício. Ao magistrado, o homem, que usa um brinco dourado e se diz conde do Pequeno Egito, exibe uma carta do imperador Sigismundo recomendando que seu grupo seja tratado e recebido “como cristãos nobres”. Explica que ele e seus homens estão realizando uma peregrinação, sem dar mais detalhes sobre o objeto nem o itinerário da viagem.

Nos arquivos da cidade onde está registrada a visita, o redator descreve-o como “muito diferente dos vagabundos que a cidade vê passar durante as feiras. Ele é de pele escura e usa cabelos compridos e barba farta”. Ao passo que a moda na França, nessa época, está para fios curtos...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Semana Acadêmica

Participe!PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira – 27 de setembro:

Eduardo Neumann
Prof. do programa de pós-graduação em história da UFRGS, mestre pela
UFRGS e doutor pela UFRJ
Tema: Na fronteira dos impérios: Sociedade e cultura escrita nas
reduções guaranis - Paraguai, séc. XVII e XVIII



Terça-feira – 28 de outubro:

Dayse Albeche
Professora da UCS, mestre pela PUC e doutora pela UNISINOS
Tema: As missões Jesuíticas na visão dos viajantes estrangeiros no
século XIX



Quarta-feira – 29 de setembro:


José Roberto de Oliveira
Autor do livro: Pedido de perdão ao triunfo da
humanidade. Ex Assessor do Ministério do Turismo, ex vice prefeito de
São Miguel
Tema: A importância das missões para o Rio Grande do Sul, País e
Humanidade




Quinta-feira – 30 de setembro:


José Otavio Catafesto
Professor adjunto da UFRGS; Mestrado e Doutorado em antropologia
social, pela UFRGS.
Tema: Uma perspectiva etno arqueológica dos remanescentes jesuítas
guranis.



Sexta-feira – 01 de outubro:

Maria Cristina Bohn Martins
Professora titular da UNISINOS, mestre pela UNISINOS e doutora pela
PUC
Tema: Índios e jesuítas nas reduções: as festas e a criação de um
"entre-lugar”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quando a MPB era realmente popular


Documentário Uma noite em 67 conta os bastidores da “época de ouro” dos festivais

Final do festival de 1967 da TV Record: Caetano Veloso conquista o público com Alegria, alegria
Diante de uma plateia em polvorosa, Edu Lobo, Marília Medalha e o Quarteto Novo interpretam Ponteio, canção vencedora do III Festival da Música Popular Brasileira (FMPB) da TV Record. O público vai ao delírio, mal se escuta a voz dos cantores. Poderia ser um estádio de futebol, mas não: é o Teatro Paramount, em São Paulo, que naquela noite de 21 de outubro de 1967 foi palco de um dos marcos da história da música no Brasil.
Esse é o ponto de partida de Uma noite em 67, documentário de Renato Terra e Ricardo Calil que estreia no próximo dia 30 nos cinemas de todo o país. O título traduz bem o espírito da obra. Tudo se passa em uma única noite, a da final do III FMPB, que é reconstituída por meio de imagens de arquivo e entrevistas.

Sérgio Ricardo reflete sobre a desclassificação de sua Beto bom de bola depois que ele quebrou seu violão. Roberto Carlos conta por que interpretou um samba, Maria, carnaval e cinzas, que conquistou o quinto lugar da competição. Caetano Veloso e Gilberto Gil falam da ousadia de subir ao palco com duas bandas de rock para interpretar Alegria, alegria e Domingo no parque, músicas que ficaram em quarto e segundo lugar, respectivamente. E Chico Buarque explica o sucesso de Roda viva, terceira colocada no festival.

O resultado é uma espécie de making of histórico. Com o distanciamento no tempo, os entrevistados desconstroem boa parte do mito romântico criado em torno da “idade de ouro” da MPB. O primeiro a fazer isso é o próprio produtor dos festivais da TV Record, Solano Ribeiro. Ao comentar a final de 1967, ele afirma que naquele momento ninguém tinha consciência da dimensão artística,política e sociológica do evento. Aquilo era apenas um programa de televisão, afirma.

O jornalista e crítico musical Nelson Motta, compositor de uma das canções que concorriam em 1967, vai além: segundo ele, naquela época as telenovelas ainda não faziam o sucesso que fazem hoje e os programas mais populares da TV eram os musicais. A agitação em torno dos festivais, portanto, tinha muito a ver com a busca da Record por audiência.

Paulinho Machado de Carvalho, então diretor da emissora, diz que os festivais eram um espetáculo no qual cada artista desempenhava um papel: “Tinha de ser como luta livre: tinha o mocinho, o vilão, a heroína, etc”. Chico Buarque afirma que os arranjos das músicas apresentadas seguiam uma fórmula, pensada para cativar o público à primeira vista. Por fim, Edu Lobo conta que o público apostava para ver que canção ia ganhar. “Você era um cavalo”, resume o compositor.

Nada disso, porém, tira o valor artístico da música da época. Chico Buarque estava denunciando a repressão da ditadura militar em cadeia nacional, Caetano Veloso falava de guerrilha e amor livre no horário nobre e Gilberto Gil transformava uma história típica da classe trabalhadora em um sucesso da música jovem e de massas. Não era pouca coisa.

O grande mérito do documentário é mostrar em que condições específicas a MPB foi capaz de mobilizar multidões no Brasil. Deixa claro, assim, que Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil não são modelos eternos e universais, mas sim a expressão de um determinado momento histórico: uma época em que a MPB realmente foi popular.

UMA NOITE EM 67 (Brasil, 2010, 93 min.) Direção: Renato Terra e Ricardo Calil. Distribuição: Videofimes e Record Entretenimento.

FOTOS:CPDOC JB / Divulgação - Caetano e Gilberto Gil

RETIRADO DE:www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/quando_a_mpb_era_realmente_popular.html

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TRAILER DO DOCUMENTÁRIO!
http://videolog.uol.com.br/video.php?id=561036

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

BIBLIOTECA DO CAEH !!!

Pessoal, já está disponível a biblioteca do CAEH!
Ainda estamos completando algumas informações, mas os exemplares já estão à disposição de todos os alunos da Universidade.
A biblioteca se encontra no Centro Acadêmico dos Estudantes de História (CAEH), que fica no Bloco H da UCS,segundo piso.
A coleção é modesta, mas dispõe de exemplares interessantíssimos que vão da história à física.
A biblioteca estará aberta nas Terças e Sextas-feiras das 18:30h às 19:30h no próprio CAEH.
O empréstimo tem duração de 15 dias, com multa de R$ 0,50 por dia.
BORA LÁ GALERA !!!